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Ninguém está a ver.

por Olympus Mons, em 21.09.22

Como o QI da população em geral na Rússia não é baixo, aliás até está dentro do top 10 Europeu resta-nos uma pergunta… São só estúpidos?

Não dou 3 tostões ao discurso de Putin.  Retórica interna nos países é sempre o que é. A ameaça nuclear dos russos é patetice interna para um povo que como digo acima até é bastante inteligente e devia saber melhor. “Eu tenho armas nucleares, eu tenho armas nucleares… olha que eu salto, olha que eu salto”. Patético.

O que é  estranho é o erro dos Russos. Como um povo de jogadores de xadrez consegue fazer jogadas tão amadoras.
No jogo do fim da globalização que está em curso nunca os russos poderiam ter tomado uma decisão que poderia levar ao seu enfraquecimento no palco mundial, não em relação à NATO ou ao Ocidente mas em relação à China.  No grande esquema das coisas a concretizar-se o descalabro demográfico que agora tanta gente fala, principalmente desde que Elon Musk disse que era a maior ameaça existencial à humanidade, e que agora muitas outras pessoas tem chamado a atenção, os russos deixarem-se enfraquecer desta forma só levará à sua subalternização aos Chineses que dentro de 10 anos estarão também na lama. No caso da China pelo descalabro demográfico que tanto quanto se sabe irá até 2030 ter mais de metade da sua população a entrar na reforma (algo novo para eles) e em 2050 a população reduzida de 1.3 mil milhões para 650 milhões de habitantes. Não sei até que ponto este número é uma certeza mas tenho ouvido muitos peritos a dizer que é certo como o destino.

Neste sentido, o grande aliado da Rússia para relevância geoestratégica estará em panic mode no prazo de menos de 10 anos daí que não me parece que a Rússia possa depender deles para muito.

Já por outro lado terá sido essa a jogada dos americanos com o great replacement em curso nos EUA que passaram dos 230 milhões de habitantes a 330 milhões em 30 anos e planeiam continuar a aumentar de população via emigração. Especialmente aquela que se vê na TV que entra pela sua fronteira sul e que vem a pé e é jovem! E São pessoas que na primeira fase terão mais filhos que a média. Sim, sim, eu nunca disse que o great replacement economicamente não fazia sentido. Se forem um utilitarian com deficiências cognitivas no bind&blind não deixa de fazer todo o sentido do mundo.  Ou se fores uma elite que se está a marimbar seja para o que for que não seja a tua preservação financeira, claro que faz sentido… para esses.

Já nós na Europa vamos ter esse problema não é? Ou vamos ter 440 milhões na europa dos 27 ad aeternum e cheio de idosos ou suicidamos e abrimos as fronteiras à imigração. Mas como sabem eu acho que a solução está em curar a doença envelhecimento e pronto. É trabalhar até aos 90 anos e mais nada ao invés de apostar em suicídio das nações e das identidades tudo para continuar a poder beber cerveja e comer camarão nas festas.

Por isso o mundo de amanhã será assim. Por um lado é inevitável o surgimento de novas superpotências regionais, ou se quiser potências regionais que determinam a direção dos ventos de destino para aquela área geográfica, porque o chapéu global dos EUA está a terminar e por outro teremos essas áreas geográficas também cheias de problemas internos. -  Os EUA abandonaram o mundo e este ficará nas mãos dos poderes regionais que poderá levar a muitas tensões e até conflitos intrarregionais.

Algo que nunca é referido é o já não haver ou estar a desaparecer a marinha global, a marinha Americana que garantiu o comércio livre nos últimos 100 anos, ou se quiser  a marinha ocidental largada pelo mundo fora a garantir a segurança dos mares, tanto quanto tenho lido. Está a desaparecer a ritmo incrível. Como se soubessem algo que não nos disseram. -  Isso  levará a que serão potências regionais a dominar o comércio regional, comércio este que já não será global porque para a globalização continuar a funcionar era necessário cada vez mais gente, cada vez mais consumidores e aparentemente esse é chão que já deu uvas. Logo acabou!

Curioso como mesmo os EUA estão a ficar com uma marinha reduzida. Sim, reduzida. Reparem que cada novo ou reformulado porta-aviões norte americano é por si só a 9 potência militar do mundo. O poder de fogo daqueles 11 porta-aviões coisas é incrível… mas são 11!  O resto da frota está praticamente toda a ser mandada para a sucata.

O reino unido vai ficar cingido a… 1. Os EUA tinham 55 e agora têm 11, o Reino Unido tinha 41 e agora vai ter…1! Tudo com um poder de fogo incrível e medidas de proteção incríveis, mas que só podem estar num lugar de cada vez.
E, já agora também convém referir, atenção que os misseis hipersónicos da Rússia são imparáveis e conseguem aniquilar estes 11 porta-aviões, não é?

Mas seguindo em frente, isto é a asserção que a grande potência sabe que o mundo global no formato que conhecemos acabou.  Sabem eles, sabemos nós e sabem os outros. Não obsta a que os burros dos russos tenham lido mal o mundo, como aliás parece ser apanágio desde a sua origem.

Este post está por todo o lado. Por boa razão. Cada ponto que aqui faço daria, ou dará, uma post individual porque não haverá como fugir a esse futuro que aqui descrevo. Pelo menos fora do kayfabe da ONU, fora das instituições internacionais de acrónimos, dos grandes chavões que a maralha adora parece ser esta a conversa em surdina que aqueles fazem à porta fechada ou quando acham que ninguém está a ver.

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13 comentários

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De O primata apartidário a 21.09.2022 às 14:53

Aqui há "pano para mangas" e por agora vou ficar pelo assunto "misseis hipersónicos" ,será possivel que os poderes militares/politicos dos EUA ,com todo aquele orçamento de "defesa" se tenha deixado suplantar pela Russia que há duas décadas estava na falência? (E deixo de parte a questão do stock nuclear e quem as tem maiores e em mais quantidade)
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De Zé Manel Tonto a 22.09.2022 às 19:33

"eu nunca disse que o great replacement economicamente não fazia sentido."

Não diz o Olympus, mas digo eu.

Essas massas de trabalhadores pouco qualificados dão um prejuizo brutal.

A Dinamarca fez as contas:
-Em média cidadãos Dinamarqueses davam lucro ao estado, e continuavam a dar quando subtraido o que os seus filhos consomem em serviços do Estado (as crianças, em principio, não trabalham);
-Em média, imigrantes de outros países davam lucro, mesmo contando com os filhos;
-Em média imigrantes de fora da UE davam prejuízo. Nem era preciso entrar com os gastos com os filhos.

O argumento de que os filhos dos imigrantes de fora da Europa vão ter formação, e irão fazer trabalhos qualificados, e por isso a imigração de gente pouco qualificada do terceiro mundo é boa, bem, deixo à honestidade intelectual de cada um, mas pesquisem por "Leicester muslim hindu riots" e verão o que a diversidade anda a fazer pelas Midlands durante a última semana.

O aspecto económico até é aquele em que seria mais fácil de estabelecer que muita da imigração vinda de fora da envolvente cultural de um país é prejudicial.
Digo fácil porque se consegue provar com contas que abaixo de determinado nivel de qualificação, um imigrante é prejudicial ao país de acolhimento. Não é preciso falar de raças, culturas, ou religiões. Mas certamente que mesmo sem falar nelas seria chamado de racista por querer limitar imigração de baixas qualificações, o que se calhar diz mais sobre os anti-racistas que dos supostos racistas.
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De Zé Manel Tonto a 23.09.2022 às 17:42

*imigrantes de outros países da UE
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De mcmp a 24.09.2022 às 17:36

Como explica então os milhões de portugueses que emigraram para a França, Alemanha, Suíça, etc, a quase totalidade totalmente analfabeta, nos idos de 50, 60 do século passado? Não me consta que ninguém desses países se tenha queixado de que davam prejuízo. E o mesmo digo dos milhares/milhões que foram para o Brasil no início do século XX.
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De Zé Manel Tonto a 24.09.2022 às 17:58

"Não me consta que ninguém desses países se tenha queixado de que davam prejuízo"

Se se queixaram, ou não, não sei.

O facto de os nativos se queixarem ou não é irrelevante para determinar se os imigrantes dão prejuizo, ou lucro.

Veja lá que eu conheço individuos da geração mais bem preparada de sempre (tente dizer isto sem se rir, se for capaz), que são muito favoráveis à imigração para Portugal por parte de Africanos de baixas qualificações, e que nem sabem falar Português.
Dizem que a imigração ilegal de semi analfabetos é boa pois já vêm preparados para o mercado de trabalho.

Se os Portugeses por esse Mundo fora deram ou não prejuizo, é fazer as contas. Quanto pagavam em impostos, e quanto consumiam em serviços do Estado.
Nesse aspecto falar do Brasil no século XX é desconversar, pois os serviços do Estado eram poucos, ou nenhuns.

A questão pode começar a ser analisada por aqui: uma criança na escola pública custa ~4000€ por ano, números do tribunal de contas. Um casal de imigrantes que chegue com um filho, e não pague 4000€ de impostos por ano dá prejuizo.
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De mcmp a 24.09.2022 às 21:35

O meu ponto é que os milhões de portugueses analfabetos que emigraram para a França, Alemanha, Suíça, etc, ajudaram esses países - recém saídos da 2ª guerra mundial (com exceção da Suìça) e muito depauperados - a tornarem-se as potências que hoje são, portanto definitivamente não deram prejuízo. No Brasil, mesmo havendo poucos serviços de estado, havia com certeza alguns de que os portugueses foram beneficiar. Quem sabe se os miseráveis que vêm para aqui agora, não são os que vão erguer isto?
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De Zé Manel Tonto a 24.09.2022 às 22:05

"O meu ponto é que os milhões de portugueses analfabetos que emigraram para a França, Alemanha, Suíça, etc, ajudaram esses países - recém saídos da 2ª guerra mundial"

Isso é simplesmente errado. A 2ª guerra mundial acabou em 1945, os Portugueses começam a ir para esses países em grande número nos anos 60.

"No Brasil, mesmo havendo poucos serviços de estado, havia com certeza alguns de que os portugueses foram beneficiar."

O que é relevante não é se beneficiaram dos poucos serviços que havia, é se o que pagavam em impostos era mais que o que beneficiavam.

"Quem sabe se os miseráveis que vêm para aqui agora, não são os que vão erguer isto?"

A experiência dos países Europeus prova que não. Imigrantes de baixas qualificações, em países com estado social prejudicam o país.
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De mcmp a 27.09.2022 às 20:35

E no início dos anos 60, os países mais arrasados pela 2ª guerra mundial eram prósperos aonde? Estavam a reconstruir-se e os emigrantes contribuíram de certeza para isso.
Quantos aos emigrantes para o Brasil, é óbvio que pagavam com o seu trabalho e impostos os serviços de que beneficiavam, pois quase todos eram pequenos comerciantes, trabalhavam no duro e não viviam à custa do estado (nem podiam).
Quanto aos emigrantes de baixas qualificações, oriundos do 3º mundo e com culturas e religiões antagónicas à nossa, também não estou nada convencida de que sejam uma mais valia para Portugal, mas parece que vieram para ficar e nada podemos fazer quanto a isso. Melhor irmo-nos habituando...
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De Zé Manel Tonto a 24.09.2022 às 22:18

Só mais uma coisa, que também é importante: comparar imigração há 100, ou 50 anos, com a de hoje, e esquecer que houve um progresso tecnológico significativo, não é uma conversa séria.

Um Irlandês chegado a Nova Iorque em 1910, ou um Português chegado a Paris em 1960, desde que tivessem um par de braços para trabalhar, e fossem capazes de entender ordens simples, conseguiam fazer alguma coisa de útil.

Não existe trabalho básico, que não exija qualificações, para tantos milhões de semi analfabetos.
Isto digo-lhe tendo a experiência de ter trabalhado, e supervisionado trabalho de baixas qualificações.
Europeus que conhecem a lingua, e com o 12º ano, têm dificuldades, quanto mais quem não conhece a lingua, e pouco mais sabe que aritmética básica.
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De mcmp a 24.09.2022 às 18:05

Como explica então os milhões de portugueses que emigraram para a França, Alemanha, Suíça, etc, a quase totalidade totalmente analfabeta, nos idos de 50, 60 do século passado? Não me consta que ninguém desses países se tenha queixado de que davam prejuízo. E o mesmo digo dos milhares/milhões que foram para o Brasil no início do século XX ou os emigrantes irlandeses e italianos que foram para os EUA.
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De Zé Manel Tonto a 24.09.2022 às 22:09

"ou os emigrantes irlandeses e italianos que foram para os EUA."

E já reparou que esses Italianos e Irlandeses foram para os Estados Unidos, a grande maioria deles, entre 1840 e 1920, quando não havia Estado Social? Ou trabalhavam, ou morriam de fome.

Não havia maneira de darem prejuizo ao contribuinte, porque o contribuinte nem sequer era chamado a cuidar deles.

Comparar os imigrantes ilegais que invadem a Europa dos direitos, e estado social, com imigrantes legais que chegavam à América, e ninguém lhes dava nada, parece-me abusivo.
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De mcmp a 24.09.2022 às 18:05

Como explica então os milhões de portugueses que emigraram para a França, Alemanha, Suíça, etc, a quase totalidade totalmente analfabeta, nos idos de 50, 60 do século passado? Não me consta que ninguém desses países se tenha queixado de que davam prejuízo. E o mesmo digo dos milhares/milhões que foram para o Brasil no início do século XX, ou os emigrantes irlandeses e italianos que foram para os EUA.

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