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Nothing to see, Nothing to see.

por Olympus Mons, em 16.10.21

Capture fiston.PNG

As pessoas acham que a desagregação intencional do capital social que unia as sociedades, o tal bind and blind como tão bem descreveu Jonathan Haidt, não iria ter consequências. Eu acho que já aqui escrevi algures nas centenas de posts, que uma das “cenas” há muito tempo que me alertou para a praticalidade daquilo que já tinha lido em muitos papers sobre a destruição do capital social que vinha com a diversidade e multiculturalismo tinha sido a uma mãe que desmaia com um ataque penso que epilético num supermercado e enquanto a filha de um ano e poucos chora no chão ao seu lado as pessoas limitam-se a olhar e a filmar - Para mim foi um momento que ainda hoje considero pivot ao modo como analiso o mundo e os eventos conforme eles se tem vindo a desenrolar nos últimos 20 anos. Momento importante porque vem anexado ao “as predicted…” por muito que se duvidasse que tal cena fosse sequer possivel numa cidade ocidental.

Ora capital social destruído é cenas como esta. Uma mulher é atacada e violada num comboio cheio de gente no norte de Filadélfia, nos EUA e ninguém move um dedo para intervir. Á primeira impressão ficamos siderados com tal falta de ação por parte das outras pessoas. Á segunda impressão, em 2021 e no atual momento social nos EUA, vez um negro a … e achas que podes mesmo fazer o quê? Como sabes como irá mesmo acabar esses próximos 20 minutos da tua vida e quais as repercussões que terá no teu futuro?
Não ter capital social é isto. Pronto foi a decisão tomada e quando assim é, é para comer e calar. Bind and blind era para acabar nestas nova sociedades progressistas porque se intrometia na diversity e na multiculturalidade (no sentido em que esta destrói capital social) e por isso era aqui que se viria dar se apelo nem agravo.

diz o chefe da polícia local: 'I have no words for it. I just can't imagine seeing what you were seeing through your own eyes and seeing what this woman was going through that no one would step in and help her.' 

Num mundo normal isto não teria acontecido, certo?. Qualquer homem que se levantasse para intervir sabia que teria apoio de outras pessoas no comboio e saberia acima de tudo, acima de tudo, que se na sequência daquela sua intervenção este senhor Fiston Ngoy acabasse com o pescoço partido ou atirado do comboio em andamento, na verdade nada de mau nos iria acontecer.

Nos dias de hoje…. Têm aquilo que pediram. – Há que calar a boca e seguir.

Não sei porque me lembrei disto agora, mas dos momentos mais brutais que cometi, foi um dia em conversa sobre soluções para as sociedades no combate às alterações climáticas, e perante a exigência extrema da jovem, eu ter dito: Olha mas a destruição da bolha de CO2 que te protege, não é tu levares mais tempo a carregar o telemóvel, és sim tu num quarto a ser violada por 16 homens!  - Exagerado e demasiado agressivo, eu sei. Mas as pessoas parecem não ter nunca noção do que estão a contruir. Um tipo de cegueira que tenho a certeza está bem enraizada na estupidez!

 

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3 comentários

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De Olympus Mons a 17.10.2021 às 15:35

Zé, ao final do dia, fica essa sensação... as pessoas estão a pedir aquilo que vão ter. Tudo o que podemos fazer é, chegada a altura, nao os deixar sair, fugir, como sempre fizeram até agora.

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