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O congolês Moïse Mugenyi Kabagambe

por Olympus Mons, em 03.02.22

The "Need for Chaos  and Motivations to Share Hostile Political Rumors", ou porque tanta gente sente a necessidade de fomentar o burn it all down na esperança de com isso aumentar o seu status. - Ocorreu-me escrever sobre esse fenómeno psico-social por causa desta notícia que vi hoje na TV e que estará a chocar o Brasil.

Um jovem emigrante congolês no Rio de Janeiro, Moïse Mugenyi Kabagambe, foi espancado até à morte no quiosque na barra da Tijuca onde trabalhava. E logo pelo dono do quiosque… Aliás, informam-nos em choque e revolta os outlets brasileiros que aquilo tudo aconteceu porque o jovem exigiu 2 dias de salário em atraso e, por essa exigência perfeitamente banal, acaba assassinado sem dó nem piedade.    

Um frenesim na SBT news, Globo,  Veja, Record news e CNN brasil, CNN brasil.  ...  E claro CNN Portugal.  - E, adiantava a notícia, pior que tudo o resto era as suspeitas de racismo e xenofobia envolvida nesta agressão, que tornaria tudo ainda pior pese embora ainda nao tenha conseguido ler porque existem essas suspeitas.  Reparem que era um refugiado da guerra do Congo, logo não era um estrangeiro qualquer, logo ainda torna pior como se fosse possivel ainda pior que pior do pior. 
Vi esta noticia  e fiquei curioso.

Quando assim é, quando é kayfabe, Começo a ter uma suspeita imediata a tudo o que sai da imprensa, ficando a sensação que eles sabem que a esmagadora maioria das pessoas já só vai ler as paragonas logo podem dar as noticias na forma que quiserem. Nesse sentido e por enquanto ainda sendo possível ver as imagens todas nos Youtube fui procurar.

Calculo que se e quando convir, já só se verá partes selecionadas dessas imagens, as que se conformem com a narrativa.

Quando se escreve sobre estes assuntos fica sempre o perigo de as pessoas não perceberem que não se está a escrever sobre as peculiaridades humanas que levam a que um jovem seja morto daquela forma, mas sim escrevemos sobre as necessidades de gerar Kayfabes que promovem o Caos (NFC) mesmo num sítio como o Rio de janeiro em que os assassinatos por 100 mil habitantes é de 40 que os coloca  a par com o que de pior existe no mundo!  - Moïse Mugenyi Kabagambe foi só mais um.

Por hora, que vi as imagens todas, deixem-me descrever o que eu assisti:
Um jovem, Moïse Mugenyi Kabagambe , claramente o mais fit fisicamente e o mais badass motherfucker de todos, persegue outra pessoa que presumo empregado ou dono do quiosque que foge dele. No início até achei que o pequenino que fugia era o jovem congolês.  Nota-se que discutem e Moïse Mugenyi Kabagambe, o mais ameaçador e parecendo dominar todo a mis-en-scene até pelo seu tamanho começa a querer tirar coisas do arca frigorifica como se fosse levar e que o dono ou empregado tenta fechar a arca frigorifica para o impedir. Nessa altura uma outra pessoa intervém, começando a empurra-lo para fora do espaço e começam a lutar. Outras pessoas algum tempo depois juntam-se e começam a bater no jovem congolês com um pau, enquanto ele luta com essa outra primeira pessoa. Depois aparecem ainda outras pessoas sendo que quando Moïse Mugenyi Kabagambe já parece estar dominado continuam a bater-lhe com um pau na cabeça e terá sido nesta altura que o jovem terá falecido devido ao trauma dessas pauladas. - Pouco depois, com o jovem inanimado, apercebem-se da gravidade da situação e uma das pessoas começa a tentar fazer reanimação.

E pronto, isto é o que está nas imagens. Agora façam o spin que entenderem.

Só escrevo este post, porque todas as pessoas envolvidas neste evento, todos são ou negras ou mulatas. Todas. Não se vê ali ninguém de raça branca. Até podia, mas imagino o que não seria se as pessoas que assassinaram o jovem fossem de raça branca.  Mas mesmo assim, a narrativa do racismo e do xenofobismo é tao prevalecente que mesmo quando as peças não se coadunam com essa narrativa parece irresistível esse angulo no modo como são dadas as notícias como se intencionalmente estivesse em marcha um plano para provocar revolta, motins e no fim o caos que inevitavelmente ocorre. Essa necessidade de impor NFC (need for chaos) nas sociedades ocidentais é o equivalente a um vírus que se procura disseminar.

Esperem…. motins, revolta… BLM. - Ahh OK, estas coisas espalham-se não é?

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