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O mundo de hoje

por Olympus Mons, em 11.06.21

Uma semana sem escrever aqui no blog (que não gosto) mostra que o mundo, pelo menos o meu mundo, começa a voltar a alguma verisimilhança de normalidade e eu não me preparei para esse facto. Uma semana fora e mal tempo tive de dormir quanto mais escrever. 
Tenho que me preparar porque de certeza terei outras semanas assim (felizmente) mas basta preparar-me que deixa de ser um problema.

Mas escrevo este post porque um dos meus sócios não é caucasiano. E enquanto jantamos nestas nossas deslocações vamos falando de vários assuntos. Um dos tópicos que ocorreu foi ele achar que a decadência do ocidente e acima de tudo dos ocidentais vá ocorrer com toda a normalidade e que isso não trará mal ao mundo.
Um dos assuntos que falámos, desta vez, foi sobre a escravatura como uma das perversões dos “brancos”. E quando eu contra-argumento que os brancos não inventaram a escravatura, provavelmente foram as maiores vitimas da escravatura desde a sua criação no calcolítico, que a escravatura negra para o norte de Africa já existia á mil anos quando os brancos lá os foram comprar e acima de tudo que não foram os brancos que criaram a escravatura mas foram definitivamente os brancos que acabaram com a escravatura. E, já agora, que o resto do mundo vivia muito bem e feliz com a escravatura quando o enlightement Europeu decidiu que era imoral e insustentável na modernidade. E muito bem! – Mas o meu sócio que nunca desiste de uma discussão fica sem argumentos (pelo menos válidos) o que é curioso porque implica que ele nunca terá processado essa perspectiva que é meramente factual.

Este espanto por se ventilar argumentos que as pessoas não estão habituadas começa a ser um problema grave devido ao facto de não lhes ter ocorrido antes que esta perspetiva e existe e que é assente em factos, meramente factos e como o outro diz facts dont care about your feelings.

Esta imagem aqui ao lado é Shangai... quem diria.

Mas espanto, espanto, é quando eu argumento que percebo o momento mundial que se vive contra os Brancos (leia-se europeus) porque na verdade esteja você em lisboa, paris ou Roma, mas também em Nairobi Kinshasa ou Lagos,  Mumbai, Seoul o tokyo, Beijing Shangai ou Schenzhen a verdade, verdade é que Deus ou a natureza pode ter criado o substrato mas tudo o resto, tudo, é uma invenção de um homem velho europeu! E se 95% de todas as coisas foram invenções de brancos europeus como raio vai o resto do mundo gerir isso?

 

Esse vai ser o tema de um post muito maior do que o tempo que agora tive depois de aterrar em lisboa.

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4 comentários

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De Anónimo a 12.06.2021 às 08:03

O intelectual nao caucasiano (digamos assim) deve sentir-se muito mal caro Olympus.
O não caucasiano ( NC ) sofre de um complexo de inferioridade cuja origem vem do facto que muito bem aponta de ter inventado a escravatura (q num primeiro momento era uma coisa q não sendo boa era pelo menos algo melhor q a morte , pois era o destino dos vencidos em qualquer guerra), e nunca ter conseguido lutar contra ela (algo q pode ser chamado de cobardia) e para cúmulo foi abolida pelo NC.
Ponhamo-nos no lugar de um intelectual NC que absorveu a Teoria Critica e está sedento de protagonismo. Olha para trás e impregado do sentimento de grupo identitario racial e nao vê nada que o seu grupo identitario tenha feito de relevante para acabar com o mal q lhe estava a ser feito ( antes pelo contrário, senão vejamos os exemplos do Haiti e Liberia já para nao falar do Imperio de Oyo).
Deve ser muito difícil conviver com isto... parece q a solucao encontrada por esta malta passa por fazer renascer um Racismo / Escravatura q nao existe para depois fingir q acabam com ela e assim obter a Redenção para esta macula intelectual q nao passa de vergonha por nao terem feito algo por si mesmos.
Nao perdoam q a escravatura a q foram submetidos tenha acabado por iniciativa do escravizador.

Rui Silva
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De Anónimo a 12.06.2021 às 11:08

Corrijo o fim do 2° paragrafo:
... e para cúmulo foi abolida pelo caucasiano ...
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De Anónimo a 12.06.2021 às 14:16

Se houver um grupo de brancos que não queira ir para o caixote do lixo da História, e decidir lutar, a coisa pode não acabar bem, pois como a História demonstra, se menos de 10% da população mundial dominou militarmente todo o Mundo, é porque apesar de todas as conversas de igualdade, esse grupo é claramente superior em aspectos militares.

Não gostaria que chegasse a isso, mas se a malta do BLM acha que eu vou levantar o punho, e bend the knee, estão muito enganados.

Zé Manel Tonto
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De João Brandão a 13.06.2021 às 15:24

Pois, os factos são tramados!
Poderão até não terem na a ver com o que alguns possam sentir. Para mim, esses são os que, ou nunca realizaram nada de útil, ou dos que querem justificar aqueles para depois se aproveitarem deles, ou ainda poderão ser … meros idiotas.
Facto é (!) que, em 1967, na República da África do Sul, o Dr. Christian Barnard levou a cabo o primeiro transplante de coração, da história.
Hoje, como muito bem se sabe, com a mudança de regime, aquele país continua na vanguarda da ciência e da tecnologia, vanguarda, desta vez protagonizada por algum feiticeiro de palhas à cintura e osso amarrado ao cabelo …

Factos?
O racismo mantém-se, também(!). A ‘virtude’ de agora, é que mudou de sentido!

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