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Foi executado o primeiro passo para restabelecer o fiel da balança.

Em todos os distritos que que não tocam no mar, especialmente em todos os distritos do interior que tocam na fronteira com Espanha, André ventura teve valores acima ou a rondar os 15%, chegando a 20% e 17% em alguns. Veja-se Alentejo e Algarve.
O facto mais relevante é que ele teve bons resultados por todo o país. Só não tem dois dígitos em um ou dois distritos.
Curioso que teve maus resultados acima de tudo no Porto. Aliás, não fosse porto cidade e teria ficado à frente de Ana Gomes.  E, claro, Lisboa centro da cidade e o resultado de Ventura seria ainda mais impressionante. Nos arredores de Lisboa como Sintra, Cascais, Torres Vedras, Loures ventura ficou sempre á frente de Ana Gomes e só o peso de Oeiras e Lisboa (centro) fez com que Ana Gomes passasse para a frente no distrito de Lisboa.

…Mas o país ganhou porquê?
ganhou pela primeira lição, na página 1, do “curso de política”. Que é:  Ganha eleições quem ocupa o centro (sentimental) do país.
O PS, com a geringonça marcou no terreno uma nova "norma" fazendo com que a partir de aquela altura a frente ideológica  (esquerda ou direita) que tiver mais votos governa quebrando a longa tradição de quem tem mais votos (ganha).  O xico esperto do António Costa, o brilhante artista de acordo com a nossa imprensa, assim o determinou em 2015. Foi um golpe institucional que nos trouxe até aqui. -  António Costa criou o CHEGA!
Este é  o momento em que sorrio para a Constança Cunha e Sá da TVI. No dia 4 de Outubro de 2015, na noite eleitoral ela já sabia o que o PS estava a preparar e, com os seus chinelos cheios de areia vinda da praia ela sorria de felicidade quando os outros falavam da vitória de Passos Coelho. Para ela, como representante deles todos, do FCE e do xuxalistão, digo. -  Hello bitch! Payback começa agora.

Mas eu, confesso, pensava que a direita (quer dizer a direita à tuga) não voltaria tão cedo a ter hipóteses de voltar ao poder tão depressa porque achava que Portugal levaria muito, muito, tempo a equilibrar este Esquerda/Direita… Mas estava errado, porque até foi bem rápido – Por causa do CHEGA!
O que teria que mudar no país era o centro após o truque do Costa, aquilo que as pessoas percecionam ser o centro. Se viveres num país em que à pergunta onde é o centro as pessoas colocam a mão 20 centímetros para a esquerda algo está errado. Assim é Portugal.

A esquerda tinha conseguido enviesar o espectro de cores políticas inteiramente para a esquerda ao normalizar o BE e o PCP.  Com a chegada do CHEGA este centro vai começar a recentrar-se para a direita. Ou seja o PSD pode concentrar-se em reconquistas terrenos políticos mais ao centro (ou seja à esquerda) que tanto o Chega como o Iniciativa Liberal irão garantir que centro será mais para direita do que aquilo que é hoje em dia.
Esta é das lições mais básicas da ciência política. Daquelas que se aprende logo no início. Contudo é impressionante a quantidade de pessoas “de opinião” da nossa praça que está mais preocupada com o facto de o CHEGA poder retirar votos ao seu PSD e ao seu CDS, os seus clubes do futebol político, do que com a alma ideológica do país.  

Dentro de muito pouco tempo teremos a Direita portuguesa (CHEGA, IL e CDS) com valores perto dos 20%.  Esse será um dia importante para o país. Se não for pela razão de que tudo estará mais harmonioso politicamente pelo menos será porque a esquerdalhada de bolha e echo chambers xuxalistão vai ter que ouvir o que lhes dá calafrios.

Nem que seja por isso, já valerá a pena! 

 

 

 

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2 comentários

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De Anónimo a 02.02.2021 às 01:41

Eu, de facto, concordo com isto, acho que já era tempo de aparecer verdadeiramente uma direita a sério no nosso país, só não acho é que o CDS vá representar grande coisas nas próximas eleições, aquilo com o Chiquinho já está a cair de podre e com cada vez mais pessoal a preferir o Chega! ou até mesmo a IL ao CDS, eu acho que, não tarda, o CDS deixa mesmo de ser um partido com representação no parlamento, cada vez acho mais isso.
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De Anónimo a 02.02.2021 às 01:42

* grande coisa

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