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Origem da língua Indo-europeia

por Olympus Mons, em 27.08.22

Eu não espero qualquer tipo de reconhecimento.
Deem a volta que der, sou primeiro e o único no mundo a ter dito a tempo que os Shulaveri-shomu eram a origem do PIE, do proto-indo-europeu!
Milhares de assumidades académicas e escolásticos e não foram capazes de ver esta evidência.

Há muito tempo percebi que não tendo as credenciais apropriadas, não tenho voz para ser ouvido. Isso não me impede de afirmar ao mundo que sei ler um paper científico e interpretar por mim, sei ler um paper arqueológico e guardar em memoria o que li.

Por outro lado também não gosto de ser cauteloso ou se quiser auto-constrangido no modo como me afirmo e às minhas ideias, para ter estilo aceitável e essa inaceitabilidade aceito perfeitamente joga contra mim. - Isso e o facto de a vida arque-genética na altura circular à volta de marcadores do cromossoma Y e da patrilineagem do Haplogrupo R1b, logo centrei a narrativa nisso o que hoje já não é o caso o que cria muito ruido à volta dos meus conteúdos.

Do paper agora publicado pelo uber, mega, hiper Reich Lab de Harvard. Esta linda linha azul. 7 anos a chegar aqui!

Leia com atenção o texto do lado esquerdo.

THE GENETIC HISTORY OF THE SOUTHERN ARC: A BRIDGE BETWEEN WEST ASIA AND EUROPE

…é só mais um passo, praticamente o final, em direção à afirmação dos meus, sim meus e eu sou o rei intelectual dos SHULAVERI-SHOMU, como a urheimat  (a terra mãe) dos Europeus e da sua mitologia indo-europeia. -  E só, só, eu o afirmava num mar de antagonismo e ofensas vindas de todo o lado. Só eu era o maluco que lutava pela afirmação desse facto.
Para estes grandes escolásticos e académicos, para os grandes laboratórios de ancient genetics de centenas de milhões de Euros, de departamenteos inteiros de arqeo-genética, já não há dúvidas, aparentemente, de que PIE, o proto-indo-Europeu nasceu ali. Alí, tem nome. Alí é o Shulaveri-Shomu.

Dito isto! – Sou do tempo…
Sou do tempo em que ou era yamnaya e as estepes da Ucrânia ou eras só atrasado mental e negavas a realidade. Aliás, até sou do tempo em que a guerra era entre os estepistas e os Maykop (istas) ou eras um parvo. Depois, em 2018-2019, houve uma alteração na narrativa em Harvard, do David Reich Lab, e para ser justo até primeiro do ENA do Johannes Krauser em leipzig de que o gene flow do sul do Cáucaso era pivot à formação da genética Yamnaya traduzido numa compomente iraniana e todos os papers e modelos referiam como Iran_N (Iran neolithic) e era essa população que era metida nos modelos de genética e nas f-statistics e admixtures runs em computadores de alta capacidade. - E
 eu, lá meio, ia gritando bullshit. Era os Shulaveri Shomu! E os Shulaveri não são Iran_N!

Recentemente começou a aparecer a referência à Arménia, Já não era o Irão, era a Arménia. Sim mais perto, pese embora o novo termo seja West Asian highlands, que depois se vai ver e é os Shulaveri. Nessa altura tive que explicar qual a diferença entre a SH (a minha Shulaverian Hypothesis e a Armeniam Hypothesis de Gamkrelidze & Ivanov, aqui :
https://r1b2westerneurope.blogs.sapo.pt/shulaverian-hypothesis-vs-armenian-9961.

Enfim, após a pandemia onde não houve praticamente papers publicados, até porque não dava para grandes simpósios e festarolas em Bali, logo a ciência que se farilhasse,  agora começaram nos últimos meses a sair os papers sobre arqueogenética com alguma frequência.

Neste paper desta semana, com ADN de mais de 750 novos indivíduos desde o neolítico surge esta conclusão:

CONCLUSION - All ancient Indo-European speakers can be traced back to the Yamnaya culture, whose southward expansions into the Southern Arc left a trace in the DNA of the Bronze Age people of the region. However, the link connecting the Proto-Indo-European–speaking Yamnaya with the speakers of Anatolian languages was in the highlands of West Asia, the ancestral region shared by both.

Many partings, many meetings: How migration and admixture drove early language spread.
Westward and northward migrations out of the West Asian highlands split the Proto-Indo-Anatolian language into Anatolian and Indo-European branches. Yamnaya pastoralists, formed on the steppe by a fusion of newcomers and locals, admixed again as they expanded far and wide, splitting the Proto-Indo-European language into its daughter languages across Eurasia. Border colors represent the ancestry and locations of five source populations before the migrations (arrows) and mixture (pie charts) documented here.

 

Pese embora a conclusão criptica, lá dentro o  paper não deixa dúvidas. Sim escrevem e descrevem (nos suplementos em detalhe) que era os Shulaveri-Shomu que ia da cordilheira do Cáucaso até ao lago Van e Urmia cá em baixo. Só nesse sentido me irrita que não digam o nome da cultura. Não se inibem de dizer Yamnaya ou Anatolian mas não dizem depois que era os Shulaveri-Shomu! Irrita.
No entanto é facto que em 2022, os Shulaveri se apresentam como a terra ancestral de onde partiu gente que falava uma lingua mãe do indo-europeu. 

Depois, as duas pessoas que têm o ADN é de um bebé em Aratashen (arménia) e de um homem em nas planícies de Mur para o sul de 5500 BC. Ou seja. Muito para sul.  - Eles não tem ainda da Geórgia e Azerbaijão onde 99% dos povoamentos dos SS estão e onde a componente CHG, o tal Caucasus Hunter Gatherer, era originalmente. Penso que agora os Harvard vai prestar bem mais atenção a essas escavações, algumas em curso e sorrapiar imediatamente qualquer inhumations que de lá sair para sequenciar o seu DNA.

Como disse em cima toda a minha narrativa era muito centrada na origem de R1b-M269 cujo um dos descendentes, o L51 é o pai de praticamente todos os Europeus, e esse assunto, qual o sitio onde vivia o MRCA (most recent common ancestor) R1b-M269 está longe de ser descoberto, mas não parece estar ligado aos Shulaveri… não parece, mas um dos pontos de irritação que este paper está provocar nos steppists e Yamnaya(ists) é que Iosif Lazaridis, o autor destes paper não parece excluir de todo que que o M269, o avô de todos os europeus, estivesse no sul do caucaso, logo porque não nos Shulaveri.
Esta postura dele, é mais do que aquilo que eu nesta altura esperaria ou afirmaria com autoridade mas essa porta está aberta pelo próprio Iosif Lazaridis. E é bem  verdade que sempre que se tira conclusões com duas amostras o futuro sempre mostrou que era prematuro. Só quando houver dezenas de amostras dos Shulaveri se saberá algo conclusivo. Para já, estes dois são J2a1a1b1a1a e J2a1a1a2a, sendo J2a como o CHG original o KK1, o Kotias Klde da caverna ali ao lado onde vivia a maioria dos Shulaveri. Mas os Shulaveri não eram caçadores recolectores locais eram sim uma das mais fascinantes misturas de agricultores e pastoralistas que pareceram surgir do nada! 
E o mais interessante estará para vir, quando houver bastantes amostras dos 99% que viviam mais acima na Georgia, de onde vem aliás o nome Shulaveri que é uma aldeia desse país.

A  minha Shulaverian Hypothesis é muito extensa no espaço e no tempo e estará errada em algumas, se calhar muitas, coisas. Mas pelo menos nesta sua centralidade, na sua premissa original e central, NÃO ESTAVA! 
O resto a ver vamos!

Seja como for, aquilo que este paper nos vem confirmar são estes dois slides do meu Shulaverian Hypothesis em mapa, daqui. https://shulaverianhypothesis.blogs.sapo.pt/

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