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Os eunucos e os war lords

por Olympus Mons, em 03.02.23

Capture.PNG sexual concentration.PNG

É curioso. Esta coisas ainda são muito anedóticas e para ser honesto o volume de estudos ainda não é suficiente para gerar ciência robusta.
Mas tem o seu valor no sentido em que sempre que os estudos corroboram uma coisa que “anedoticamente” as pessoas já afirmam a algum tempo, e logo tem mais probabilidade de se tornar “ciência” no futuro que o inverso.

Este estudo é simples.  – Entre 2002 e 2012 (imaginem agora) o número de homens sem atividade sexual cresceu, o número de parceiros para o top 20% mal cresceu mas o número de parceiros do top 5% cresceu imenso (de 38 para 50 parceiros em média).

E para que não reste dúvidas – O número não cresceu para uma mulher heterossexual, cresceu para o top 5% de homens heterossexual. – Ou seja as mulheres cada vez mais, e tem-se estado a intensificar, tem atividade sexual com os mesmos homens. É sempre o “mesmo”!

E posso garantir que não são os pouco atraentes, os mais pobres, os mais inseguros ou simplesmente mais “nice guys”. Nope. O top 5% a quem as mulheres dão acesso a sexo fácil são o oposto daquela descrição. São os top G ou pelo menos são homens financeiramente bem, bem acima dos 30 anos e estruturados.    - E o número de homens que não tem acesso a qualquer atividade sexual está a atingir o máximo!

“Sex is concentrated within a small, yet sexually active, group of people. In one study, it was reported that the 5 % of the population with the highest number of vaginal sex acts (penile-vaginal-intercourse) accounted for more vaginal sex acts than the bottom 50 % of the population with the lowest number of vaginal sex acts.”

Curioso não é? – Esta hipergamia que se está a instalar é a hipergamia do passado distante, das estruturas sociais altamente hierarquizadas. Eram sociedades onde um número pequeno de homens tinha a paternidade de grande parte da população (daí sermos todos filhos do L51) ou porque as elites descendentes de Genghis Khan são a patrilinhagem de uma parte considerável da Ásia Central sendo que ele morreu nem há 8 séculos.

Muita gente nos dias de hoje não entende que tinha sido uma criação da modernidade controlar a distribuição da procriação por um número maior de homens, havendo quem diga que terá sido uma criação da religião. E efetivamente antes destas monoteístas era a norma. Esta domesticação dos homens pela normalização do casamento e do “rearing” feito pelos dois à sua prole foi o que nos trouxe até aqui.


Têm a certeza que se vai conseguir fazer melhor?
Outro estudo recente (dias) também demonstra que na Noruega, o país de igualdade de género, a hipergamia do sexo feminino não diminuiu antes pelo contrário aumentou. Que significa isto? Se as mulheres tem essa hipergamia inerente que as empurra para escolher homens que possuem status e estatutos financeiramente mais elevados do que elas, e tendo em conta que cada vez mais são elas que ocupam posições de status e financeiramente assumem posições de predominância, imaginem pois quantos parceiros existe há à sua volta que cumprem com os requisitos? – Será sempre o mesmo homem.  Todas elas escolhem o mesmo e esse personagem, legitimamente, tendo tantas opções disponíveis tem a tendência para não assumir compromisso com nenhuma. De certa forma serão os War lords do futuro.

Mais curioso é que as mulheres nascem… os homens constroem-se.
Parece incrível tendo em conta que os homens estão sempre a queixar-se da inconsistência emocional das mulheres mas esta são “hormonalmente” muito estáveis com exceção de uma altura do mês. Já os homens são muito mais sensíveis na sua formatação ao ambiente hormonal a que estão sujeitos. A subjugação dos homens a hormonas, especialmente a testosterona, significa que os homens são para ser produzidos. As sociedades criam os homens que vão ter. O número de circunstâncias que tem impacto no tipo de homem que se é são incrivelmente variadas. Se a equipa de futebol ganha ou perde, se acelerou o carro ou esteve em fila, as coisas mais bizarras. E acima de tudo o resto o “basking” hormonal a que está sujeito durante longos períodos é essencial ao tipo de homem que ele vai ser. Todas aquelas atividade em grupo, as dinâmicas de grupo por vezes agressivas a que estava sujeito, etc são essenciais. Mas hoje em dia convencionou-se chamar de masculinidade tóxica e toda uma sociedade decidiu que são comportamentos para ser combatidos.

Claro que este assunto não pode ser corretamente abordado num post de um blog. Isto é matéria de livros ou pelos menos de formatos de conteúdos bem mais longos.


Mas fica a dúvida se era mesmo isto que as mulheres queriam ou se meramente se tá a “fucked up” a sociedade sem nenhum plano alternativo.
 

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6 comentários

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De Zé Manel Tonto a 03.02.2023 às 19:09

"cada vez mais são elas que ocupam posições de status e financeiramente assumem posições de predominância, imaginem pois quantos parceiros existe há à sua volta que cumprem com os requisitos?"

Escreva num motor de busca "where have all the good men gone?" e vai ter um susto, ou material para gargalhadas, dependendo do seu sentido de humor.

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De Olympus Mons a 04.02.2023 às 14:44

Pois o que não tem problema. Desde que assumam "agencidade" no estado das coisas, ao final do dia a realidade é sempre o que é e na maioria da vezes "its a bicth".
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De Zé Manel Tonto a 03.02.2023 às 19:11

"As sociedades criam os homens que vão ter."

Weak men create bad times.
Bad times create strong men.
Strong men create good times.
Good times create weak men.

Ainda nem a meio do primeiro acto vamos.
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De Zé Manel Tonto a 03.02.2023 às 19:18

Isto vai causar um colapso económico, se não causar uma guerra primeiro.

No meu emprego há uma série de colegas casados, vários com filhos, quase todos com um empréstimo para pagar. Menos eu, que não tenho nada disso.

Qual é o gajo que chama sempre os bois pelos nomes? O gajo que pode saltar borda fora quando lhe apetecer.

Neste momento estou em processo de entrevistas para sair da empresa, possivelmente ir ganhar menos 9.000£/ano, porque estou farto de aturar tretas.

Se tivesse esposa, filhos, um empréstimo habitação, podia fazer isso, ou calava-me, e aceitava todas as ideias parvas que pessoas que não percebem nada do que estão a decidir querem implementar?

Se calhar calava-me.

É perigoso para as empresas, e por arrasto para as economias, e governos, que haja uma grande percentagem de homens que podem, a qualquer momento, reduzir em muito o número de horas de trabalho e/ou o que ganham por hora.
Homens que se estão pouco marimbando para promoções, aumentos, horas extra, bónus.

E a paida no meio disto tudo é que eu até ganho bem, e podia ser um desses homens que o Olympus refere que as mulheres querem. Mas a maioria delas não tocava nem com um pau de 10 metros. Detesto feministas woke.
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De Olympus Mons a 04.02.2023 às 14:43

Pois zé. Eu confesso que na maioria das vezes consigo criar cenarios para tudo. Mas para esta questão só vejo... Hit the wall!
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De Maria C da Costa a 22.08.2023 às 12:18

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