Pêndulo?
Tem sido referenciado que estranhamente a geração mais nova está a ser bem mais conservadora, bem mais à direita, do que aquilo que seria esperado. Pelo menos tendo em conta a tendência geral que a geração anterior parecia empurrar.
Esta observações tem sido feitas nos EUA, de forma vaga e com poucas referências. Diz-se, que a seguir à geração mais liberal da história da humanidade, os millennials, estaria a verificar-se essa guinada mais conservadora dos miúdos a rondar os até aos 25 anos de idade.
Não me interpretem de forma errada. Quem for ao wiki, ou andar pelo Pew research não fica com dúvida nenhuma que em nada se distinguem dos millennials politicamente sendo a geração mais à esquerda de sempre em paralelo de ser aquela com maiores credenciais académicas. - O que eu digo é que muita gente tem dito que se sair do ambiente académico onde esses inquéritos são feitos fica com um ideia ligeiramente diferente.vvMas tem sido tudo muito anedótico.
Surge-me este post porque vi o breakdown etário das intenções de votos no Canadá e parece ser este aqui em baixo a última fotografia tirada às intenções de voto dos canadianos.
Está a ser usada esta imagem como surpresa por o partido conservador recolher quase metade das intenções de voto das geração de canadianos entre os 18 e os 34 anos. Por si só é bizarro que assim seja.
Há semanas tinha encontrado a referencia que o pardido sweden democratic, o tal perigoso de extrema direita, ter tido a votação que teve devido ao voto dos jovens do sexo masculino entre os 18 e os 29 anos de idade.
Nesta imagem que encontrei da votação na Suécia não está discriminado por sexo, mas no conteúdo que me lembro estava perfeitamente claro que o referido partido ganhou com o voto demasiado expressivo, penso que a rondar os 30% destes jovens do sexo masculino. E tal como no Canadá acima também na suécia o sexo feminino vota de maneira bastante diferente das pessoas do sexo masculino, que vota diferente das pessoas do mesmo género mas com mais idade… e que essa tendência se tem vindo a acentuar.
Gostaria de saber como se votou na Itália. Pelo menos para começar a destruir a narrativa da esquerda de que são os velhos do restelo, deslocados e descontextualizados das realidades do século XXI que alimentam a votação da direita idiológica.
Também fica a evidência que o sexo masculino vota de forma diferente.
Fica a perplexidade não é? – quanto mais igualitária, quanto mais se tenta destruir a identidade de género mais parece resultar no efeito oposto ao pretendido. Homens e mulheres votam, tal como muita outra coisa na vida, de forma diferente.
Por outro lado fica essa indicação que talvez, talvez o pêndulo tenha começado a ir para o outro lado e se for esse o caso vai para o outro lado até distancias nunca antes alcançadas. Se for esse o caso é altura de dizer à esquerda mundial que agora bem poderá guinchar que se o pendulo vai para o outro lado será até extremos tao acentuados como aqueles que se assistiu a ir para esquerda. Agora seria… lá vai bomba!
