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Prioridades?

por Olympus Mons, em 23.12.20

O programa de vacinação, ou as suas prioridades, são ... complexas.
Mas... Lembram-se quando saiu a notícia que os idosos não iam ser o grupo prioritário?

Acabei de ouvir na televisão que 88% das mortes por Covid em Portugal ocorreram em pessoas com mais de 75 anos.  Por isso é uma matemática simples. Comecem a vacinar os idosos como se não houvesse amanhã.
Mas não, falam dos 50 anos, depois pessoas com problemas de isto mas aquilo… mas a verdade, também dito agora no “É ou não é?” que pessoas entre os 50 e 60 anos, com ou sem problemas clínicos associados, são 0,65% dos mortos.

Ou seja, muito simplesmente a lógica diria que se vamos conseguir vacinar algo como 1 milhão de pessoas por mês (é esse o objetivo), podemos acabar com o Covid em Portugal… num mês (!).  Em Portugal temos 10% da população com essa idade (1,097,767 - 10,6% da população) e se estamos a tentar vacinar esse número de pessoa por mês devia ser simples.  Um mês.  

Estranhamente, para mim e para muitos outros, esta estranha estratégia de não colocar todo o focus na vacinação deste grupo que é 88% das fatalidades pelo COVID não me parece lógico.
Se está previsto vacinar 950 mil pessoas logo na primeira fase, por estranho que pareça só 250 mil (e a contar com staff) dos idosos é que será vacinado, sendo que 400 mil é pessoal de risco, que como bem disse na televisão o epidemiologista só representam 0,65% dos mortos se idades entre os 50-60 anos! e 300 mil serão profissionais de saúde e outros profissionais. Vou voltar a dizer. Vacinar 1 milhão de pessoas com idades acima dos 75 anos redizia as fatalidades em 88% (!).

Capture Israel.PNG

 

Este estudo em Israel, feito atempadamente e para informar os decisores também não deixa margens para dúvidas

Vacina 0,5% da população (que são as pessoas acima dos 90 anos) e baixa em 19%, acima as fatalidades, dos 80 anos e baixa para 50% as fatalidades, pessoas acima dos 70 anos e 76% das fatalidades desaparecem.

Simples não era? Vacina os 20% mais idosos e 80% das fatalidades são evitadas.

 

 

 


E este tipo de constatação, parece ser comum em diversas partes do mundo que chegam recorrentemente às mesmas conclusões. 
Capture UK.PNG

 

Por exemplo, já no Reino Unido se tinha feito exactamente as mesmas contas…

 

 

 

 

Gostaria genuinamente que alguém me explicasse as estratégias que vão ser usadas. Isto porque ontem no programa de televisão fiquei com a sensação que para vários daqueles especialistas também é um total mistério.

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