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Sequelas

por Olympus Mons, em 23.01.22

Quase uma sequela do post anterior.

Para que fique claro. O meu ponto em relação à campanha do CHEGA é que tinham a obrigação de antecipar os eventos e preparar melhor a campanha. E preparar a campanha não será só andar em almoçaradas e jantaradas. Lá está, essa é a parte que me irrita um bocado.

O CHEGA tinha que preparar ao detalhe os memes que queria. O CHEGA tinha que ter antecipado que iria ser ridicularizado pelas jornalistas e que iria ser ignorado em conteúdo com arte e engenho por uma maioria da sociedade Portuguesa que por ela o CHEGA estaria tão ilegalizado quanto o Partido Comunista no anterior regime. 
Competia-lhes ser competentes. 
Um exemplo: Compete-lhes, ainda, mostrar quantas vezes e com que duração tem a campanha do CHEGA aparecido comparado com os outros partidos nos segmentos dos canais por cabo (que tem maior audiência onde se elege mais deputados). Comparado com o CDS, com o IL, com o PAN, CDU, BE. – Tenho para mim que a discrepância é enorme e isso seria um meme que resultaria. As pessoas com potencial para votar no CHEGA não gostam que os tomem por parvos ou que lhes tentem negar a liberdade de decisão.  Esse era o trabalho do CHEGA, Trabalhar! Neste caso trabalhar dados ao invés de trabalhar almoçaradas. Esses que vão às almoçaradas já vão votar no CHEGA de qualquer maneira. 
A promoção que está a ser feita ao CDS e ao IL, ou mesmo ao PAN ou ao Livre, por vezes alternadamente no enfase parece-me demasiado descarada.

Eu percebo a ideia do “não te fazeres de vítima” que é tão cara ao André Ventura, mas o que me começa a parecer é que André Ventura está mais preocupado em parecer coligável do que em manter a liberdade de expressão que o trouxe até aos 7% de intenção de voto. Manter o tom que o trouxe até aqui, que é assinalar a Portugal que a sua discordância é com o regime, com o sistema de valores que nos está a dominar. – Ser coligável com o PSD em quê que altera o status quo que se implementou em Portugal após o 25 de Abril? Nada, rigorosamente nada!

Por outro lado, se tens dados para mostrar, então não te estás a fazer de vítima. Logo basta medir (trabalhar, ele que gosta tanto da palavra) e medir a forma, tempo e conteúdo dos segmentos dedicados ao CHEGA que passam nas televisões. Simples, não é? Se não jogar a cartada que o regime o está a tentar silenciar, se não jogar a cartada que nada muda se o Primeiro-Ministro for o Rui Rio o PSD mais socialista desde a criação do partido… Vai pagar o preço que merece.

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