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Sheikh Jarrah

por Olympus Mons, em 18.05.21

Capture MST (1).PNG

Eu farto-me de dizer que tudo o que se passa à nossa volta é, por ínfima até que seja, uma representação nossa e que nós contribuímos para essa realidade.
Farto-me de reclamar que somos um país de patetas e rodeados de patetas porque só gostamos de ouvir, eleger ou valorizar…. Patetas.

Alguns além de patetas são desonestos e a um nível por vezes difícil de dirigir.


Quem tenha visto a explicação deste da imagem ontem na TVI a explicar aos portugueses o problema que está na origem do conflito a desenrolar-se entre Israel e Palestinianos, fica com a ideia que existe uma arbitrariedade do poderoso Israel sobre os palestinianos residentes num bairro de Jerusalém para dar os prédios (sim, isto é sobre alguns prédios) aos judeus ultra-ortodoxos e correr com os árabes de lá. Na boca de MST os judeus invocam direitos de antes do êxodo Judeu há 2000 anos para correr com os palestinianos de lá e que era como se os Mauritanos quisessem correr connosco de Portugal porque…ora, para tuga que é estúpido, isto pega, sabe bem e está bom.
Como já referi noutros posts já não tenho interesse particular sobre estas questões no médio oriente. Só escrevo este post para mostrar a distância que vai entre o que pessoas como o MST nos enfia pela boca abaixo e a realidade.
A realidade. A realidade sobre Sheikh Jarrah?
A realidade que nos devia ser explicado é a seguinte:

  • No século XIX, apareceram 3 bairros na zona, nos arredores de algumas campas que por ali existiam. Dois desses bairros eram Judeus e um era árabe. O bairro árabe é Sheikh Jarrah, que está em disputa.
  • Em 1875 dois rabis compraram Sheikh Jarrah e foi colocado num trust das famílias.
  • Em 1948 a Jordânia invadiu e ocupou a zona oriental e correu com todos os judeus daquela zona e deu os 3 bairros às suas autoridades locais (custodian on sequestration)
  • Em 1967 Israel ganhou a guerra e voltou a ter autoridade (pelo menos na sua lei) sobre os 3 bairros. E toda a propriedade que não tinha sido transferida até então, que estava sobre custodian on sequestration deveria ser devolvida aos seus legítimos donos.
  • De acordo com a lei israelita, de acordo com documentos, com escrituras, tudo, tudo certinho direitinho, pertence aos beneficiários do Trust fund original.
  • Desde essa altura que começou a guerra legal. Sim nos estados de direito, não como nas porcarias de países ali à volta, estas coisas podem acontecer. Batalhas legais por propriedade que duram 50 anos.
  • Israel sempre foi proto-socialista, por isso houve acordos e arrendamento que protegeram os arrendatários em vida, acordos que seriam mantidos enquanto pagassem renda.
  • Resumindo: os donos morreram e, aliás, nem nunca ninguém pagou renda nenhuma como era mandatado pelos acordãos anteriores. Por isso chegou ao Supremo e o supremo iria decidir de acordo com a lei. Ia devolver as casas aos seus donos legítimos.

No essencial era uma questão entre um cidadão judeu e 8 palestinianos. -  Os tumultos que se seguiram ao anúncio que o supremo iria ditar a sua sentença, que toda a gente pelo que expliquei acima já sabia qual seria e nem poderia ser de outra maneira, acabou numa barragem de misseis por parte do Hamas sobre zonas civis de Israel.
Israel ripostou!

A porra da realidade existe e devia contar para alguma coisa. Porra!

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7 comentários

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De Anónimo a 18.05.2021 às 03:59

1. Chamaram o mentiroso, inculto, mal-educado MST para explicar-se sobre Israel, na comunicação mentirosa e manipuladora portuguesa?

Hahahahahaha. Eia pá. Mais um asno rico e vaidoso de caviar.

Claro que esse mentiroso arrogante MST nada sabe de jeito. Nem sequer governar um país sabe, mas adora dar concelhos a quem sabe.


2. A história contada por sí, caro @Olympus, é só uma parte dos factos, que eu não veriquei, e quais eu não ponho em dúvida.

Escutei algo à pressa parecido, uns dias atrás.


4. Mas nem as partes lá, os judeus e os palestinianos, escutam uns aos outros, como aqui também não.

Israel é muito mais.

É a pedra, que faltava, mas que os arquitectos repudiaram,por soberba, por total ignorância e maldade.


5. Israel é mais uma prova, que o DEUS cristão existe.

6. Israel é o fim do domínio ateu.

Esses macacos em Nova Iorque (ONU), em Washington (exepto Trump), em Pequim, em Bruxelas, Moscovo, Teerão, estão impotentes.

7. Os militares israelitas dizem ter destruido já mais de 15 quilómetros de túneis.

8. É muito difícil ver daqui, quem vai à frente, quem anda a ganhar a batalha. Mas eu sei, que é Israel.

9. A Turquia (um país sunita) a trabalhar em conjunto com um país xiita (Irão), financiando o Hamas, para libertar Jerusalem?

10. Aquilo é tudo dos judeus. Tudo. Ali o direito internacional acabou. O asno Guterres nada manda, nadinha.

11. Israel ainda vai causar muito mais problemas, muito mais. E esses criminosos, que andam a criar um governo mundial, contra a clara maioria e vontade do povo, a nova ordem mundial, vão, vai levar lá nos cornos, e de que maneira.

12. Já aqui escrevi, o que é que está escrito, sem cultura, sem qualquer beleza, dentro daquele edifício com a cúpula dourada.

Quase nenhum ser humano moderno sabe-o.

Os muçulmanos malvados, essa seita altamente criminosa, que já dizem ter matado mais de 300 milhões de seres humanos, dese o século 6/7, puseram lá, não seu quando, uma frase, que todos os ateus também gostam:

DEUS não tem nenhum filho.

Isso é o que o deus impotente, putano, porco, assassino, mentiroso do islão reclama.


13. DEUS tem um filho, sim senhor.

14. E daqui é que vem a discórdia, a guerra.

15. É que o DEUS, que tem um filho, chamado JESUS CRISTO, que morreu na cruz por amor ao próximo, para tirar o medo da morte, a todos que confirmarem que ele é o filho de DEUS, e esse DEUS todo poderoso faz só o que ELE quere.

Jornaleco
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De Anónimo a 19.05.2021 às 01:06

Caro Jornaleco,
Deus tem um só filho?
Não somos todos filhos de Deus? o problema, por distracçao, muitos não o sabem, ou inconscientemente, renegam o fardo de se consciencializar que se é filho de Deus

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