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Shum Lake – Colonizadores há muitos.

por Olympus Mons, em 19.12.20

Pessoal. PUSH BACK!
Tive o prazer de jantar com um norte-americano de raça negra que sentia estes assuntos da escravatura  e da história da colonização de forma muito emotiva. Na visão dele as comunidades que foram vítimas do negócio da escravatura viviam em harmonia naquela região até à chegada do maléfico homem branco.  Para alguém tão emotivo tinha ao final do dia um conhecimento muito débil da história do seu povo. A namorada, wasp, liberal de nova Iorque ainda menos sabia. 

Por exemplo ele achava, mesmo, que os antigos egípcios eram no essencial negros até à chegada da leva emigrante da Macedónia e depois da antiga Roma, quando o que hoje em dia já sabemos pelo ADN de alguns comuns, elites e faraós  é que na realidade no antigo Egipto as pessoas eram geneticamente Euroasiáticos, inclusive distintos dos atuais habitantes do Egipto que esses sim, possuem uma componente genética subsariana que os antigos egípcios não possuíam, muito provavelmente devido à brutal escravatura negra pelos povos árabes. 

Mas a conversa, sobre o éden eterno na África antes da chegada dos portugueses, levou a que eu tivesse que lhe explicar o seguinte, sobre aquela região dos Camarões, Nigéria, etc.  sendo que no essencial, os negros que foram vítimas de escravidão foram pessoas de raça negra na África Ocidental, eram de uma etnia específica e que são os representantes da Língua Bantu.  -  Ora, tal como a América antes da chegada dos Europeus, também naquela região de África, antes do povo dele, os Bantu, os agricultores Bantu, terem colonizado praticamente toda a África (Bantu expansion), algo que terá acontecido somente há algo como 3000/4000 anos, viva naquela região outro povo.  Durante muito tempo, muito tempo, tanto quanto os índios da América, o povo indígena daquela região era o povo de SHUM LAKE.  Sabemos isso porque se conseguiu extrair bom ADN (lembrem-se do meu post sobre David reich) de vários indivíduos desta gruta (Shum lake) e sabemos assim que viveram ali durante pelo menos os 5 mil anos anteriores à tal explosão dos Bantu (o povo dele) e que, geneticamente, não tinham “nada” a ver com o povo dele, a atual etnia Bantu que domina hoje em dia toda a Africa. Na verdade os Shum Lake eram uma mistura entre uma população fantasma (foi exterminada não havendo hoje em dia qualquer representante) em 2/3 com uma outra compomente genética dos caçadores coletores (Hunter-gatheres) que hoje encontramos em regiões remotas do sul de África, como os Khoisan, aquele povo pequenino que vive no deserto da Namíbia e que aparece no filme os Deuses devem estar loucos e que falam por estalidos da boca, representando 1/3 da componente genética desse povo exterminado.

Por isso ao final do dia, ele teve que entender, que tal como os europeus viajaram para terras distantes, colonizaram e eventualmente em certos sítios e de certa forma substituíram em grande parte as populações locais pelo seu sucesso, também o povo dele teve uma explosão populacional pelo seu sucesso com a agricultura que levou à extinção por toda a Africa dos indígenas da terra e ao êxodo dos caçadores coletores (como os índios) para zonas inóspitas como as selvas e os desertos. E isto não foi assim há tanto tempo.
Ao explicar-lhe isto durante o jantar tenho pena de não ter gravado toda aquela conversa. Porque a expressão facial confusa provocada pela dissonância cognitiva que as minhas revelações provocavam deixou-me simultaneamente divertido e assustado. Percebi ali que meramente ouvir factos lhes é fisicamente penoso.  Assustador. Daquele ponto onde eles se encontram, aquela demência, não vejo caminho de regresso. 
 
Os factos são tramados e life is a bitch. Esta narrativa antieuropeia que por aí grassa está a passar das marcas. 


Nota: Lembrei-me de escrever isto porque, e o meu próximo post será sobre ele, ao ler o último post de Razib Khan relembra-nos a todos que chega(!). Temos que deixar de ser tao cobardes e começar a ripostar.

 

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