Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Temperamentos e têmperos

por Olympus Mons, em 24.01.22

Estava a ler um artigo sobre o facto de estudos mostrarem que a esmagadora maioria de assassinatos em Washingon DC ser por motivos menores, motivos até triviais, que resultam de um descontrolo emocional.  Até os problemas entre gangs por norma começam por pequenas e inconsequentes disputas por qualquer coisa estúpida, nem que seja uma boca mandada por alguém nas redes sociais.

Este facto, de a maioria dos crimes serem então motivados por coisas que um pouco e mais eficiente controlo da raiva e agressividade teria evitado, sempre me deixou curioso sobre os detalhes dessa evidência.

Capture Hsuspects (1).PNG

Não deixa de ser relevante que a população civil mais armada do mundo,  os americanos, se excluir os assassinatos por parte da população negra que representa somente 12% da população do pais teríamos um ratio de assassinatos por 100 mil habitantes de qualquer coisa como 2.3 o que tornaria os EUA (ao invés dos 5.3) com números muito parecidos com o Canada de 2.0 onde a população negra é somente de 2.9% e onde as armas de fogo são muito menos comuns e a legislação anti-gun muito mais apertada.  
Meça unicamente a população branca nos EUA e fica com um número de assassinatos por 100 mil habitantes relativamente próximo de outras populações europeias de 1/100.000.
Esta imagem ao lado é de Washington, onde a populaçõa negra é 42% e mesmo sendo de 2000 as proporçoes se mantém igual aos dias de hoje.


Essa dissonância sempre me suscitou muitas dúvidas sobre toda a histeria anti-gun nos EUA e aquilo que tenta esconder.

 

Como sabem, sou daquelas pessoas que acham que os grupos populacionais tem temperamentos, ou se quiser as raças têm temperamentos, e que fingir que somos todos iguais sendo que tudo é nurture e não nature, acaba por ser uma forma de racismo desrespeitosa para com pessoas, de minorias no ocidente mas maiorias nos sítios de onde originam, que são obrigadas a ter vergonha do seu temperamento porque existe uma ideologia que ignora as suas diferenças. Temperamentos diferentes deveriam ter estratégias de educação e formação civil distintas no seu foco. Poder dizer que não é aceitável a cultura do badass mother fucker culture dos negros nos EUA porque cria o problema acima mencionado devia ser dito sem qualquer tipo de punição social e trabalhado na sociedade para reduzir tais comportamentos. A correta abordagem evitaria, por exemplo, os comportamentos agressivos dos interpelados negros para com as forças policiais (tantas vezes eles próprios minorias) tendo em conta que estes estão a fazer um trabalho que nunca sabem quando se vai tornar perigo para a sua integridade física. Fingir que são os policias que são uns psicopatas sem controlo emocional é que é receita para o descalabro.

Por outro lado, quando deixas um grupo populacional entrar numa sociedade tens que perceber que eles vão acabar por ser iguais a si próprios, enquanto identidade, sendo que devia ser do senso comum que isso terá um preço para o capital social que é muito difícil de gerar.  Eu entendo. O meu grupo de ocidentais no centro de Pequim, naquela altura, porque falávamos muito alto deixou os chineses nervosos.  Não deixei de reparar no facto e achar que devíamos respeitar melhor os costumes locais.  Da mesma forma, que devia ser óbvio que a existência da islâmica Molenbeek no centro de Bruxelas constitui um problema que durará gerações. 

A espécie humana tem dificuldade em criar ambientes onde o default mode do cérebro está descansado porque não encontra salient modes que o alertem.
O mundo divide-se de pessoas que até aceito por vezes exageram na reação à disrupção e violação  da norma, à intrusão do saliente,  e outras pessoas que infelizmente hoje dominam o munto para quem nada lhes suscita ameaça até ao dia em que lhes bate à porta. E quando te bate à porta há muito tempo que já passou a altura de ponderares, pensares e planeares o teu futuro.
mais tarde ou mais cedo existirá um desenrolar, um escalar, de metanorms (gossip, ostracism, confrontation) que atira tudo para o lixo. – Veja-se o que se passou nos EUA.

Autoria e outros dados (tags, etc)


1 comentário

Sem imagem de perfil

De Zé Manel Tonto a 24.01.2022 às 20:49

A esquerdalhada diria que é a pobreza.

Azar dos Távoras que há um factor que correlaciona muito melhor com criminalidade, consumo de drogas, alcoolismo, e qualquer outro mau resultado na vida que se queira imaginar.

Não é pobreza, nem raça, nem anos de educação, nem nacionalidade. É ser criado por mãe solteira.

Controlado para essa factor, um negro, um branco, um amarelo, qualquer um nos Estados Unidos tem resultados semelhantes.

Mas isso a esquerdalha nunca vai deixar ser discutido porque é uma facada no coração do feminismo.

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D


Links

Blogs