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The Pill

por Olympus Mons, em 01.06.21

Se repararem nunca se consegue verdadeiramente terminar uma discussão sobre imigrações porque existirá uma altura em que alguém levantará a questão da natalidade e do declínio demográfico.  Não atingindo os 2.1 filhos em média não se vai conseguir manter sequer a população de determinado país. Nesta altura a maioria dos países desenvolvidos estão nos 1.5 logo o destino parece traçado. Para garantir a reforma dos que estão vivos hoje em dia só com migração subsaariana onde os níveis populacionais estão bastante elevados.
Não deixa de ser curioso que por essa ordem de ideias, os Africanos ficarão homogeneamente africanos, os Chineses ficarão homogeneamente chineses (China aguenta até alguma redução populacional), no subcontinente indiano serão homogeneamente indianos como hoje …. E deixará de haver Europeus enquanto população homogénea sendo algo parecido com a América do Sul. E toda a gente parece viver bem com esse facto. Proteger, proteger será os índios da Amazónia, já a etnia europeia saída da idade do Bronze, que por acaso criou o mundo em que todos no planeta vivem (um dia destes ainda teremos que olhar para isto em detalhe), que criou a bolha que levou a população mundial de 2 mil milhões para 7 mil milhões poderá desaparecer sem problema nenhum.

Por princípio isso cria-me alguma consternação e parece-me ser necessário ponderar esse facto um bocado antes de tomar decisões. Uma população parece lidar bem com pequenas percentagens de heterogeneidade étnico-cultural, mas como sabemos detona ou implode com percentagens acima de uma percentagem relativamente pequena. 
Mas se a preocupação é manter estável os números de pessoas num país, se toda esta conversa advém da tal matriz de population replacement e rácios trabalhadores vs pensionistas, etc então, parece-me a mim que estamos novamente perante os tais problemas da “grande crise do estrume de 1894”.  

Para mim é claro o que aí vem a nível populacional e muito antes da segunda metade do século XXI. Que é muito simples: Velhice vai ser considerado doença porque vai ser curável.

Sim. Assumo que mesmo os millenials já vão ter uma experiência de envelhecimento muito diferente das gerações anteriores e vão ser saudáveis até aos 110 anos de idade e depois morrem.
E a ser assim, todo a esta conversa da população crasha como crashou a da crise de 1894! Na verdade o problema passa a ser o inverso. Ter um replacement rate populacional de 1.5 poderá ser demasiado.

Importante: Para não parecer maluco convém explicar. Já existem por exemplo suplementos que revertem verdadeiramente a idade genética das pessoas. Quando se toma esses suplementos e se vai medir o Methylation do ADN e medindo isto consegue-se saber a idade real da pessoa e não a cronológica, rapidamente se tem pessoas de 50 anos que voltam a ter 30 pelos marcadores. Isto é enorme.
Explicar neste post ficaria muito longo, mas por exemplo eu tomo NMN (nicotinamide mononucleotide) faz 3 anos (poderia ser NR- Nicotinamide Riboside) e na verdade não tenho duvidas que para o efeito sobre os genes Sirtuans (SIRT1, SIRT2, etc) o meu corpo voltou à capacidade esqueleto-Muscular que tinha aos  30 anos (um dia talvez explique isto tudo em detalhe). Também se sabe os efeitos do Metformin (metformina que se dá a todos os diabéticos) sobre a longetivdade e sobre o gene MTOR ou agora os GLP-1 (também dos diabéticos) sobre a perca de peso (tudo o resto falha a longo prazo!), ou senolytics, etc, etc.

Isto para explicar que nos meios académicos, a questão já não é se consegue a breve prazo fazer as pessoas ter novamente 30 anos ou fazer as pessoas serem saudáveis (fazer sprints!) e no máximo das suas capacidades intelectuais até ao 100 anos logo estarem perfeitamente ativas profissionalmente para além de um século de atividade. A questão é se consegue fazer repetir o processo vezes sem conta. Mas novamente não é o intuito deste post. Disso falarei noutro.

Mas fica a nota. Cuidado com as crises que procuras porque no essencial podem ter consequências irreversíveis e completamente desnecessárias.

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3 comentários

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De Anónimo a 01.06.2021 às 21:08

Estes bonzinhos patológicos nem sequer acreditam nas tretas que dizem.

Se, por um lado, estão preocupados com as alterações climáticas, por outro querem trazer milhões de pessoas de países onde poluem e consomem pouco, para países onde vão consumir muito mais.

Se, por um lado, dizem aos casais Europeus que devem ter menos, ou nenhuns filhos, para salvar o ambiente, por outro choram que não há gente que chegue para pagar as reformas.

Se, por um lado, dizem aos países pobres que a maneira de controlarem a população é darem educação e direitos às mulheres, por outro acham que é um mistério porque é que as mulheres no Ocidente não têm filhos.

Esta gente, ou é estúpida, ou é malévola.
Seja como for têm que ser impedidos de tomar decisões.
As redes sociais são uma ferramenta espetacular para isso. Deve ser criada uma base de dados de quem apoiou políticas woke, e no mínimo dos mínimos, retirar-lhes o direito de voto.

Zé Manel Tonto
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De Anónimo a 01.06.2021 às 22:04

1.
Citação: "[...] já a etnia europeia saída da idade do Bronze, que por acaso criou o mundo em que todos no planeta vivem [...]"

Que por acaso? O acaso não existe.


2.
Citação: "Para mim é claro o que aí vem a nível populacional e muito antes da segunda metade do século XXI. Que é muito simples: Velhice vai ser considerado doença porque vai ser curável."

E a morte, também vai ser curável?


4.
Estará cá ainda? Quando é que a morte bate à sua porta? Também o sabe? Vai ser no planeta Marte ou onde?


5.
Tudo o que escreve é mera especulação, uma extrapolação atrevida, cega, sem provas cientìficas nenhumas, da mais barata e ignorando o que a sua religão da ciência já sabe.

Estará cá para verficar tudo isso? Mas que interesse tem tudo isso, que escreve? Que sentido? Para quê é que vive?

Certo é que não vai ser assim. Você nada compreende sobre e do ser humano. O pensamento europeu nunca vai desaparecer e é só esse que conta. Mas eu vou muito mais longe. Nem o homem branco desaparece.

A China vai ter grandes problemas, sim senhor.

A Índia vai continuar a crescer.


6. Mas a verdadeira razão, pela qual a Europa enfrenta tantos problemas, não compreende. A sua ignorância é notória.

Você repete a sua crença primitiva, sem se dedicar às perguntas verdadeiramenete interessantes. Incapaz de fazer uma conversa científica.

Jornaleco


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De Anónimo a 08.06.2021 às 18:45

A solução para o problema da demografia é a robótica..........

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