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Wonder woman!

por Olympus Mons, em 04.03.22

Tenho-me mantido relativamente calado em algo que me parece óbvio e aquilo que são evidências para mim é sempre difícil esquecer, ou pelo menos não verbalizar.

 Por um lado assisto ao silêncio que tem existido (que tem sido de ouro) de muitos grupos, essencialmente feministas, no que concerne ao facto de subitamente já fazer sentido que homens vão morrer para a guerra para defender a pátria e a liberdade, e que as mulheres e crianças é para por a salvo o mais rápido possível. Mesmo sabendo que as tangas acabam à velocidade da luz quando uma coisa séria nos acontece, esperava algum tipo de forrobodó por parte destes grupos da problemática da desigualdade de género tendo em conta o historial que gramamos nas últimas décadas. No mínimo deviam fingir com algumas actividades e acçoes no mundo real! Alguma coisa, algum truque. Mas nem isso!

Porque o mundo em que vivemos, assim que assomos de realidade como esta guerra desaparecem, voltamos rapidamente para um mundo virtual, irreal, em que uma percentagem enorme do planeta se sente confortável e uma outra metade está paralisada em horror pela surpresa e choque que é a maluqueira dos wokes, das inclusividades e diversidades.  Para uma publicação reputada como a Business Insider a ideia de voluntários para combater os russos é esta imagem. É assim, não há nada  conversar, isto é gente que tem os mesmos sintomas de snifar repetidamente e durante o dia todo longas linhas de pó branco. Não dá para conversar e eles dominam o mundo nesta altura.

Já a realidade é esta imagem abaixo. Fora as capas e frontpages dos media a realidade de quem está a morrer, aos milhares, é esta imagem. Como é óbvio.

É que não tenhamos dúvidas, assim que a Ucrânia sair das notícias, que esperamos esteja para breve e por boas razões (podemos sempre ser optimistas), o wokismo e o feminismo de terceira geração vai voltar em força e com vingança.

Convenhamos que pelo menos, pelo menos algumas coisas simbólicas como grupos de lésbicas e transgénero em autocarros a caminho da Ucrânia para lutar contra os russos deviam ser ensaiadas -  Dos 400 suecos que se alistaram para combater na Ucrânia (pelo que li) quantos serão mulheres? Será que se está a cumprir alguma cota? Serão 50%. Ou melhor, 70% para demonstração que vivemos efetivamente num mundo novo em que as diferenças de género estão a ser mitigadas?

No entanto aquilo a que se assiste é no mínimo a caracterização de Bill Buhr a estas circunstâncias em que ele nos seus shows goza que a mais empedernecida lésbica de cabelo curto e espetado assim que o barco começa a ir ao fundo começam a fazer caracóis no cabelo com os dedos e o tom de voz fica notavelmente mais agudo.

E, Eh pá, serei a ultima pessoa do mundo a dizer que não havia desigualdade entre géneros. Mas essa desigualdade era e é para o bem e para o mal. Serei a última pessoa a dizer que algumas das expectativas que se tinha sobre cada um dos géneros podem claramente ser adaptada aos novos tempos. Sendo pai de uma filha que lá em casa quando algo não funciona olhamos todos para ela, como se ela tivesse obrigação se ser eletricista, canalizadora, engenheira… não faria sentido não ser sensível á necessidade de se ser bastante mais permisso aos comportamentos mesmo que não cumpram na integra com os papeis atribuídos pelas necessidades do passado.

Entre esta minha posição e a prevalência e protagonismo que se assiste nas nossas sociedades ao histerismo punitivo sobre o qual uma quantidade enorme tenta criar meta-normas que lhes permita ter o que querem (mais parceiros sexuais), permita roubar a propriedade de terceiros (luta pela desigualdade) ou ser objeto de reparações que implicam ter aquilo que não mereceram (CRT) vai um mundo de distância.

Mas ao final do dia, existe a realidade. E por isso deve ser lembrado que ela, a realidade, existe e que a tanga que nos imerge diariamente, inexoravelmente e doentiamente em muito devido à atenção que é dado aos desvaneios das novas gerações, da valorizaçao que fazemos dos estados de espírito de emocionalmente e cognitivamente crianças. Agora era a altura de agarrar no focinho destes putos entitle, mimados e fracos, e esfregar as fuças nas imagens do que acontece quando the shit hits the fan

Ao final do dia, como estamos a ver na Ucrânia, as mulheres conjuntamente com os nossos filhos ainda são o maior tesouro do mundo. Qualquer homem no mundo não conseguira tolerar uma batalha se pensasse que ali ao fundo ou ao lado estaria a mulher que ama em perigo e a primeira responsabilide de qualquer mulher será sempre para a sua prole.  Podem fazer séries na televisão à vontade sobre vikings mulheres guerreiras (que aliás só se descobriu uma sepultura de mulher com armas e não se sabe se ela era guerreira ou foi ofertas), e mulheres em papéis tradicionais masculinas que quiserem que ao final do dia, no mundo real, a realidade é o que é, é assim porque é assim, e o resto é arranjar forma ter paciência e de deixar de aturar esse pessoal. 
No dia em que desligar-mos esta tontaria acaba.
 

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2 comentários

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De João Brandão a 04.03.2022 às 16:18

As actuais mamãzinhas dos 45-60 anos são das principais responsáveis pelo modo actual de pensar, do tipo snowflake, dos jovens contemporâneos. Infelizmente, os tempos não parecem estar de feição para eles e para elas, os ditos.

Um homem coloca-se entre o perigo, genérico, e a família, mulher e filhos.

JB
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De Olympus Mons a 04.03.2022 às 23:05

João, fomos todos amigos.
Deviamos era fazer uma reflexão sobre esta bosta toda.

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